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DIABETES: É PRECISO CONTROLAR
Tribunal promove palestra sobre a diabetes no mês em que se celebra o controle da doença
Matheus Ferreira/LS | Ed. 100 Jun 2019
Dados da Federação Internacional de Diabetes (International Diabetes Federation - IDF) informam que 14 milhões de brasileiros têm a doença. As mortes relacionadas à enfermidade estão crescendo. Nos últimos seis anos houve um aumento de 12% no número de mortes causadas direta ou indiretamente pelo diabetes. De 54.877 óbitos ocorridos em 2010, o número saltou para 61.398 em 2016. Os dados são do Ministério da Saúde, que celebra no dia 27 de junho o Dia Nacional de Controle do Diabetes.
Atento ao tema, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região reuniu o corpo funcional e promoveu uma palestra sobre o diabetes no mês de junho.
Diabetes é uma doença causada pela falta ou má absorção de insulina, hormônio que promove o aproveitamento da glicose como energia para o nosso corpo. (saiba mais na caixa ao lado)
O diabetes mellitus é a condição crônica que mais avança, principalmente nos países em desenvolvimento. Considerado um problema de saúde pública em virtude do crescimento e do envelhecimento populacional, da maior urbanização, da prevalência de obesidade e sedentarismo, bem como da maior sobrevida das pessoas com diabetes.
A Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que 7% das mulheres têm diabetes. Nos homens, a taxa cai para 5,4%. Quanto à idade, 19,9% dos indivíduos com mais de 65 anos sofrem com a doença, entre 18 e 29 anos a taxa é de 0,6%, e em pessoas de 30 a 59 anos é de 5%. Analfabetos ou com baixa escolaridade apresentaram prevalência de diabetes duas vezes maior (10,2%) que a daqueles com mais de oito anos de estudo (5,1%).
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Existem algumas classificações da condição, as mais comuns são o tipo 1 e o tipo 2. No primeiro caso: o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina, ocorre mais na infância e na adolescência e é insulinodependente, isto é, exige a aplicação de injeções diárias de insulina. No segundo caso, as células são resistentes à ação da insulina, a incidência da doença que pode não ser insulinodependente, em geral, acomete pessoas idosas.
Alimentação e diabetes
Todas as pessoas devem seguir uma dieta saudável, principalmente quando sofrem de alguma condição crônica como o diabetes, que está ligado diretamente à alimentação.
Nutricionista e especialista em doenças crônicas, Juliana Malafaia aborda o problema dos alimentos ultraprocessados (industrializados), aqueles cheios de aditivos como açúcar, sódio e gordura, que devem ser evitados pela grande quantidade de componentes químicos.
“A substituição dos alimentos ultraprocessados é o melhor a ser feito, o ideal é tentar preparar os alimentos em casa”, aconselha.
Juliana, que descobriu que tinha diabetes aos 7 anos, dá o exemplo de que podemos fazer nosso próprio hambúrguer em vez de comprar o que está no mercado, pois o fabricado contém muito sódio, soja, banha de porco e aditivos químicos que fazem o produto durar mais tempo na prateleira.
TRF1 promoveu encontro para orientar sobre os riscos da diabetes
No dia 26 de junho, a Secretaria de Bem-Estar Social promoveu palestra sobre diabetes no Tribunal Regional Federal da 1ª Região com Leandro Zanutto, especialista em nutrição anti-inflamatória. Ele analisou pontos importantes acerca da doença: como a alimentação pode ajudar tanto na prevenção quanto na remediação; a diferença entre a diabetes tipo 1 e a diabetes tipo 2; como e porque o diabético faz uso da insulina.
Destacou a gravidade da falta de tratamento. Quando as chances de infarto se quadriplicam, duplicam-se as ocorrências de cegueira e são ocasionadas amputações.
Leandro Zanutto esclareceu que a prevenção da diabetes tipo 2, que abrange 92% dos casos da doença, depende da alimentação, dieta e estilo de vida. Dessa forma, a alimentação adequada se torna o melhor caminho para a reversão dos processos químicos associados a esse tipo de diabetes.
O protocolo clínico recomendado pelo especialista consiste em que 30% da alimentação seja composta de proteínas magras, clara de ovo, peito de frango; 40% deve ser proveniente de carboidratos de baixa carga glicêmica, como batata-doce e, por fim, 30% de ácidos graxos, ou seja, gorduras e óleos.
INSULINA
A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que libera a entrada de glicose nas células para ser transformada em energia. Pessoas com diabetes podem precisar de injeções de insulina por diferentes motivos: não produzirem insulina suficiente, não conseguirem usá-la adequadamente ou ambos os casos.
A compreensão do funcionamento da insulina possibilita que o usuário consiga planejar suas refeições e seus exercícios. A página da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) na internet esclarece que não existe um ‘tamanho único’ no que se refere ao tratamento com insulina. Cada terapia é individual e deve acompanhada pelo médico.
Essa substância, insulina, não pode ser tomada em pílulas ou cápsulas, pois os sucos digestivos presentes no estômago interferem em sua eficácia. Insulinas mais modernas, chamadas de análogas, são produzidas a partir da insulina humana e modificadas de modo a terem ação mais curta ou prolongada a depender do tratamento indicado.
Pessoas com diabetes tipo 2, muitas delas, não precisam de injeções de insulina. São muitos casos em que medicamentos orais aliados à alimentação saudável e à prática regular de exercícios físicos conseguem prover bom controle glicêmico.
Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a comercialização da insulina inalável no País. Batizada de Afrezza, a nova insulina é comercializada em pó, em cartuchos com três tipos de dosagem. Por meio de um inalador, a substância é levada ao pulmão e absorvida pela corrente sanguínea para reduzir os níveis de glicemia.
Sobre o novo produto, a SBD informa que a ação é bem mais rápida que a insulina injetável, ocorrendo em período de 10 a 15 minutos e com efeito de 2 a 3 horas. Já a tradicional, injetável, começa a agir a partir de 30 minutos.
Fatores de risco
Obesidade: excesso de gordura pode se depositar no fígado, no pâncreas, nos músculos e em outros órgãos, atrapalhando a ação da insulina e fazendo com que os níveis de glicemia se elevem.
Hereditariedade: há alguns subtipos ou subgrupos do tipo 2 em que o fator hereditário é matemático, um traço dominante. Histórico familiar de diabetes em apenas um dos lados da família é o suficiente para transmitir a doença para toda a prole.
Sedentarismo: devido ao aumento no consumo de alimentos de alto valor energético e a diminuição da prática de atividade física pela população o quadro de obesidade está cada vez maior.
Hipertensão: excesso de açúcar no sangue contribui para as artérias se enrijecerem, o que está por trás do aumento da pressão. O pâncreas precisa trabalhar dobrado para reduzir essas moléculas, desanda o trabalho do sistema nervoso simpático, desvairando batimentos cardíacos e estimulando a contração exagerada dos vasos.
Níveis altos de colesterol e triglicérides: o risco de apresentar aumento dos níveis de gordura no sangue é maior em diabéticos, pois essa situação pode causar estreitamento ou entupimento das artérias e dos vasos sanguíneos.
Medicamentos à base de cortisona: um dos efeitos secundários de corticosteroides orais é que eles podem aumentar os níveis de glicose no sangue e aumentar a resistência à insulina.
Ministério da Saúde

Sintomas
Poliúria: a pessoa urina demais e, como isso desidrata, sente muita sede (polidpsia).
Impotência sexual.
Infecções fúngicas na pele e nas unhas.
Alterações visuais.
Feridas, especialmente nos membros inferiores, que demoram a cicatrizar.
Distúrbios cardíacos e renais.






