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Secos/SJMG
Inaugurada Sala das Sessões das CRPS “Ministro Sebastião Alves dos Reis”, em Minas Gerais
Nome da sala homenageia um dos pioneiros da Justiça Federal do estado
Larissa Santos com informações do Secos/SJMG | Ed. 101 Jul 2019
No dia 19 de julho, foi inaugurada a Sala das Sessões das Câmaras Regionais Previdenciárias da Seção Judiciária de Minas Gerais (SJMG) “Ministro Sebastião Alves dos Reis”. A solenidade homenageou o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), falecido há 11 anos, um dos pioneiros da Justiça Federal de Minas Gerais.
O então juiz federal Sebastião Alves dos Reis fez parte da Comissão de Instalação da Justiça Federal mineira – presidida pelo juiz federal José Pereira de Paiva –, da qual também participaram os juízes federais Antônio Fernando Pinheiro, Carlos Mário da Silva Velloso, João Peixoto de Toledo e Gilberto de Oliveira Lomônaco.
O evento, realizado na sede da Seccional mineira, contou com a presença do presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), desembargador federal Carlos Moreira Alves, que compôs a mesa da cerimônia juntamente com o diretor do foro da SJMG, juiz federal André Prado de Vasconcelos; o ministro do Superior Tribunal de Justiça Sebastião Alves dos Reis Júnior; a secretária-geral do Conselho da Justiça Federal, juíza federal Simone dos Santos Lemos Fernandes; o juiz federal em auxílio à Corregedoria-Geral da Justiça Federal da 1ª Região juiz federal Evaldo de Oliveira Fernandes, filho e a juíza federal Sônia Diniz Viana.
A solenidade teve início com o descerramento da placa inaugural da Sala das Sessões das Câmaras Regionais Previdenciárias da SJMG “Ministro Sebastião Alves dos Reis” realizado pelos integrantes da mesa.
Em seu discurso, a juíza federal Sônia Diniz lembrou passagens da vida profissional e pessoal do ministro homenageado e compartilhou histórias e impressões sobre os múltiplos papéis desempenhados por ele: professor, juiz federal, ministro do STJ, pai e marido querido. “Um homem de cultura rara, mas simples, extremamente simples, de passos lentos, caminhava com os braços cruzados nas costas, era de uma gentileza extrema”, recordou a juíza Sônia Diniz.
O ministro do STJ Sebastião Reis Júnior, ao iniciar seu discurso, mencionou um relato descrito no livro do advogado e ex-deputado estadual Genival Tourinho: “Em seu livro, conta um fato muito interessante. No fim dos anos 1960 e início dos anos 1970 meu pai tinha dado uma decisão e determinado um cumprimento. O responsável pelo cumprimento era um general - isso naqueles anos - que se recusava a cumprir a ordem. O doutor Genival foi ao Fórum, bateu à porta do gabinete do meu pai e pediu providências naquele sentido, e a resposta do meu pai foi: ‘eu perco o cargo, mas não perco a honra’ e determinou imediatamente a prisão daquele general”, lembrou.
Com demonstração de muita alegria pela homenagem à memória de seu pai, o ministro Sebastião dos Reis Júnior destacou que: “É muito prazeroso para todos nós, falo em nome de toda a família, falo em nome dele, falo em nome da minha mãe, esta homenagem. É uma coisa que nos toca demais, nos toca muito, e eu, sem falsa modéstia, acho que ele merece realmente, ele foi um juiz diferenciado, ele foi um juiz como diz a acepção da palavra, aquela pessoa justa, aquela pessoa integra, respeitosa”.
O desembargador Carlos Eduardo Moreira Alves recordou que no começo da sua carreira jurídica, quando era procurador da República, teve a oportunidade de conhecer o ministro Sebastião Reis no extinto Tribunal Federal de Recursos (TFR). “O que realmente me cativou foi a generosidade com que ele transmitia seus conhecimentos, como ele eventualmente nos corrigia nas impropriedades que então cometíamos no nosso início de caminhada”, destacou o presidente do TRF1.






