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Solidariedade
Enchentes deixam centenas de desabrigados, e servidores da Justiça Federal no Piauí arrecadam alimentos e materiais de higiene para doação
Kairo Amaral/TV Clube
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Fernanda Medeiros e Larissa Santos | Ed. 98 Abr 2019
Quatorze municípios do Piauí e a capital do estado foram castigados pelas fortes chuvas dos meses de março e abril deste ano. Esse fenômeno elevou os níveis de rios, lagos e lagoas, resultando em alagamentos de casas e de plantações e danos às estradas.
Segundo boletim divulgado pela prefeitura de Parnaíba, litoral do Piauí, mais de 130 famílias tiveram que deixar suas casas na madrugada do dia 1º de abril em virtude das chuvas que caíram na região.
Devido aos 124 milímetros de chuva contabilizados na cidade, mais de 1,4 mil famílias ficaram em situação de risco, pelo menos 400 casas foram inundadas e oito bairros do município afetados pelas enchentes.
Reprodução/TV Clube
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Corpo de Bombeiros resgata vítimas de enchente em Parnaíba/PI
No dia 4 de abril, na Zona Sul de Teresina, a quantidade de chuva alcançou os 63 milímetros, o que corresponde a quase 25% do esperado para todo o mês de abril, conforme explicou o climatologista Werton Costa em entrevista ao Portal G1.
Com tanta água, a lagoa de um clube desativado, no bairro Parque Rodoviário transbordou, rompeu a via do terreno que funcionava como uma espécie de barragem e atingiu 83 casas, deixando centenas de desabrigados.
“Lá (na lagoa) a água era barrada por uma estrada que dava acesso ao clube, mas, com o aumento da quantidade de água e a falta de escoamento a lagoa acabou transbordando e a estrada não aguentou e se rompeu. A água, então, seguiu seu fluxo natural e arrastou as casas que foram construídas em uma área de leito”, explicou o major do Corpo de Bombeiros José Veloso.
Reprodução/G1

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a tragédia deixou dois mortos: uma criança de 4 anos e uma idosa de 70. Mais de 30 pessoas se machucaram e foram levadas ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT) e a outras unidades de saúde locais.
Com uma fratura no fêmur e traumatismo craniano leve, o líder comunitário do bairro Edmilson Pereira Lima, de 58 anos, é um dos sobreviventes da tragédia. Em entrevista ao Portal G1, ele relata os momentos de desespero: “Só ouvi foi um barulho alto, como se tivesse uma maré, e não deu tempo de jeito nenhum. Quando eu peguei o colchão para colocar na porta, a parede veio de uma vez em cima de mim e não me lembro de mais nada”.
Manoel dos Reis Pires e a esposa, que morreu na tragédia, estavam em casa quando o acidente aconteceu. “Ela estava assistindo à televisão. Eu ouvi um barulho alto do lado de fora e fui até a porta, mas não deu tempo de nada. Ainda tentei gritar para ela, mas não consegui. A água veio com mais de dois metros de altura e destruiu tudo”, conta.
Aproximadamente cem famílias precisaram ser atendidas pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), que encaminhou os desabrigados à Igreja do bairro Morada Nova, também na Zona Sul da capital, e providenciou alimentos e produtos de higiene aos atingidos pela catástrofe.
Lorena Linhares e Gilcilene Araújo/G1
Auxílio - Sensibilizados com o cenário de destruição que as enchentes deixaram, servidores da Justiça Federal do Piauí e da Subseção Judiciária de Parnaíba entregaram doações às famílias desabrigadas e em estado de vulnerabilidade.
A campanha arrecadou cestas básicas, produtos de higiene, edredons, lençóis, toalhas, roupas e calçados, além de três mil reais em dinheiro que serviram para comprar água, carnes, ovos, água, alimentos para consumo imediato como biscoitos, sucos, achocolatados e leite.
Secos/SJPI e arquivo pessoal
Os donativos foram coletados em ação conjunta do Comitê de Qualidade de Vida no Trabalho da Seção Judiciária em Teresina e dos servidores da Subseção de Parnaíba.
Neuza Vidal, servidora da SJPI, foi ao local do transbordamento e afirmou estar muito satisfeita em ajudar de alguma forma. “Apesar de ser uma situação de extrema dor, porque houve perdas de vidas, momentos como este unem as pessoas, mostram que ser solidário é uma possibilidade de transformação na vida de quem recebe, mas principalmente na vida de quem doa”.
As doações foram entregues à Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedesc), órgão responsável pela assistência às vítimas das enchentes, e à Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição, que fica próxima ao local das enchentes.
Secos/SJPI

Padre Carlos César fez da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição um ponto
de arrecadação de doações para as vítimas das enchentes em Teresina
Para o padre Carlos César, responsável pela Paróquia e pelo recebimento dos donativos, momentos como esses demonstram humanidade nas pessoas e compaixão pelo sofrimento dos outros. “Parece que o coração das pessoas está presente nas doações”, acentuou.
Iniciativas como essa revelam uma Justiça Federal humanitária, preocupada com o próximo e que se mobiliza da forma que for necessária para oferecer amparo e assistência a pessoas carentes.




















